sábado, 5 de maio de 2012

Persuasão: vença o desafio de influenciar as pessoas


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I
nfluenciar as pessoas que gostamos, nossos amigos (e até mesmo nossos inimigos…), a nossa família, é uma das coisas mais SER humanas que existem e que, conforme diz a ciência, faz parte de nós desde tempos imemoriais. Não fosse assim, círculos de amizade, profissionais e redes sociais não teriam hoje tanta importância como tem. E vão continuar tendo. Porque queremos não só influenciar, mas também ser influenciados. De preferência,bem influenciados. Quem não gosta de saber de uma boa dica de filme, livro, peça de teatro, game etc.?

Influenciar e persuadir são as duas faces de uma mesma moeda chamada ser humano. Também exercemos a persuasão de maneira natural. E emocional. Enquanto bebês, e mais ainda quando crianças. Mas basta chegar a adolescência, passar pela juventude e chegar à idade adulta e a persuasão parece que descreve uma curva descendente rumo à “não persuasão”.

Em um mundo cada mais racional, tecnológico e frio, a persuasão, como linguagem da emoção e de influência poderosa, perde seu espaço em nosso dia a dia. Percebe-se uma sensação de que, se usarmos a persuasão, isso vai gerar um “envolvimento” entre as pessoas, como se isso fosse uma doença contagiosa, uma coisa ruim e outras bobagens.

Bom, não é assim que a publicidade vê o nosso mundo. A linguagem da persuasão permeia oito em cada 10 comerciais e anúncios, porque ela é o que interessa para atingir as nossas emoções e levar-nos a comprar, “irracionalmente”, aquele carro que chega a 300 km por hora (racionalmente: você vai chegar a essa velocidade aonde? Todos os dias?), aquela bolsa famosa de cinco mil dólares etc.
Eles sabem o que fazem já que se você tiver de responder rápido a uma pergunta simples, como qual foi o fato mais marcante que você viveu recentemente, com certeza a resposta não será racional (“ah, foi um gráfico que fiz…”). Mesmo admitindo que inicialmente a sua primeira resposta esteja ligada a um “fato racional”, em um segundo momento certamente entra um sentimento muito forte (“ah, foi um gráfico que fiz em 3D, que teve 10 milhões de page views na web e eu fiquei muito feliz porque me levou a uma promoção….“). Faça o teste. Essa é a nossa memória “principal”, a emocional. E não a racional. E é essa a que realmente importa e a publicidade sabe jogar com perfeição com a persuasão.


<!--[if !vml]--><!--[endif]-->Então, se queremos de fato aprimorar a nossa comunicação, a persuasão deve ser parte essencial da nossa vivência. Porque buscar novas ferramentas e praticar uma comunicação de excelência é uma “obrigação” de nós, sermos humanos, na medida que sempre queremos a atenção dos outros, sermos entendidos, reconhecidos, influenciar as pessoas e, claro, sermos amados.
Ou não?




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