No olho do furacão
Não adianta: de uma forma ou de outra, a crise mundial vai bater às suas portas. Não se trata de pessimismo ou fatalismo mas, sim, de realismo. Ninguém sabe onde é o fundo do poço, até chegar nele. E, ao que parece, ainda estamos longe disso. Trabalhe você por conta própria ou seja empregado, vale a dica: como gostam de dizer (até mesmo o nosso presidente...), na China, crise e oportunidade são representados pelo mesmo ideograma.
Então, pare um pouco e acompanhe as notícias. Os governos das economias mais ricas do mundo estão perdidos; ninguém ousa dizer que o pacote americano vai resolver; todo dia surge mais um banco quebrado...Mas as empresas de ponta sabem de pelo menos uma coisa: o anúncio da forte tempestade é o suficiente para começar a agir. Já anunciam corte de empregos, redução de despesas, férias coletivas etc. etc. etc. Você já viu esse filme antes, não é mesmo? E o final não é exatamente feliz.
Em uma economia globalizada tudo se copia e as corporações brasileiras trilharão esse caminho também, mesmo que estejam melhor situadas, pois é a receita de bolo mais antiga que se conhece. Em sendo assim, é hora de você pensar no futuro, não no distante, mas daqui a um ou dois anos.
Você tem certeza absoluta que vai estar empregado quando o tsunami varrer a sua empresa? Não né? Não há garantias para isso. A não ser que você seja funcionário público estável. Claro que o Brasil está melhor hoje do que nas crises das décadas de 1980 e 1990.
Mesmo assim, é fundamental para a sua sobrevivência profissional aproveitar os ainda “ventos” da crise e investir em si mesmo. Sabe aquele curso de especialização que você estava adiando? Ou aquele de desinibição, para aprender a vencer a timidez? Se nem mesmo você conhece as suas potencialidades e não as explora, como quer que os líderes e chefes saibam disso?
Não perca tempo, pois as empresas estão de olho no seu emprego, no seu cargo, no seu salário, nas despesas que você dá. E isso independe da sua situação atual: se for boa, ótimo, você está motivado para avançar em sua carreira. Se não for tão boa, “ótimo” também, pois assim você ganha um empurrão adicional para retomar seus planos e objetivos, não é mesmo?
Crie consciência de que se você não liderar o seu próprio futuro, alguém o fará, sem dúvida alguma. E se for esse o caso, quem vai precisar gerenciar uma tremenda crise será você.
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